Sou Jovem, linda, cheia de vida e essa noite (Somente essa noite) um bom porre, amigas pra zuar e bocas para beijar basta.
O meu melhor vestido, um bom rímel (Não saio sem) aquele salto favorito (Carmen Steffens, em 10x no visa) e ... Mãos para o alto, novinha! Tô no rolo!
Sem freio na descida, quero fazer inveja pra Amy (Who?) ela mesmo, já me sinto discípula dela, minha rainha, quando eu crescer quero ser igual (igual não, melhor) que você.
Pessoas bem arrumadas (outras um tanto over) excitadas e descontroladas em busca de algo que ainda não existe, querem sempre mais, mais do que podem ser e ter (a maioria é pura aparência), lembra que na noite Prudentina o que vale mesmo é o status? Aqui não é lugar de pobrete (precisamos mudar de cidade urgente, meninas). Ser chic é tomar wisky e fazer Medicina. Beber sem pensar em mais nada, beijar apaixonadamente sem saber quem e zuar, zuar muito.
Balada vem de Deus, só pode, algo tão bom assim só poderia vir do Todo Poderoso.
Sem querer aproveitar o espaço para evangelizar, tipo os Testemunhas de Jeová (sempre chegam em horas impróprias) mesmo sabendo que o mandamento diz: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" falo com toda propriedade, não vem de Deus, logo, do Capeta!
Ah, mas eu só quero curtir a vida... estou errada?!
Não, devemos CURTIR e CURTIR adoidado, mas se no dia seguinte acordar nostálgica, uma dor de cabeça insuportável (De acordo com a bebida ingerida), três elefantes (brincando de pular corda) no estômago, e um rombo, ROMBO? (pensou logo em “Cú de bêbado não tem dono, né?") Calma, estou falando de grana, rombo financeiro. São os sintomas que seu curtir foi além do limite (no meu banco ainda tenho 10 dias sem juros). Mas estou falando de outro limite, do corpo e da mente.
Pílula da balada seguinte, existe?
Oh céus, iluminai os químicos, bioquímicos, físicos ou qualquer baladeiro anômino para manipular tal fórmula que nos faça sentir melhor no dia seguinte. Não vale Engov!
Eu, depois de muitas baladas (muitas mesmo) posso afirmar que sexo, drogas e Rock’n Roll (em PP, Sertanejo) ainda predominam a noite, mas que tal ser diferente? Fazer diferente?
Como? Ficar sem beber? Não tem graça! Não beijar? Então, pra que sair? Entregar a vida a vocação cristã? Cruzes! Morri!
Eu pensava assim, até descobrir que a balada era ilusão, pura ilusão, onde os meninos acreditam na beleza que eles veem (maquiagem das boas) e as meninas nos xavecos (cantadas de pedreiro, sabe?).
Sem querer bancar a santa (que de santa não tenho nada) adianto, dá pra curtir e muito sem estrapolar. Amigos são nossos melhores pedaços e nada mais gostoso que curtir com eles, rir, conversar, se pintar alguém legal (que realmente valha a pena) porque não? Mas em regra devemos agir nas baladas de modo que o dia seguinte não seja em coma alcoólico nem de ressaca moral.
A tal pílula se alguém conhece me mande a fórmula. Posso precisar a qualquer momento, mas hoje (somente hoje) quero curtir com responsabilidade sabendo que um porre é bom, em todas as baladas é desespero, daqui alguns anos rehab!
Vale até citar o mestre Epícuro (filósofo grego), pregava que o sentido da vida era o prazer alcançado pela ausência de preocupação da mente e do corpo. Para o Sábio essa era a idéia da verdadeira felicidade. Eu concordo com ele, o que me faz sofrer no dia seguinte jamais me trará felicidade.
Nunca fui a aluna nota dez nas aulas de filosofia, mas pra mim o prazer encontrado na balada é aquele que o filósofo Aristipo de Cirene (Jesus, tá ficando complicado!) pregava, Hedonismo. Concordam?
Longe de mim ofender os baladeiros (já que sou baladeira assumida) mas, galera, vamos fazer diferente?
Bjo Bjo Bjo
Erica Andrade